Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar o equilíbrio em indivíduos portadores de osteoartrose do joelho (OAJ) considerando o grau de osteoartrose, forca muscular de extensores e flexores de joelho, queixa álgica e incapacidade funcional. E especificamente: a) analisar as características clinicas dos indivíduos com osteoartrose; b) verificar e comparar o torque máximo concêntrico e excêntrico de flexores e extensores de joelho entre indivíduos com e sem osteoartrose; c) relacionar e comparar o torque máximo concêntrico e excêntrico de flexores e extensores de joelho em indivíduos com diferentes níveis de dor, índice de incapacidade funcional e grau de osteoartrose; d) analisar a curva estabilometrica do COP de indivíduos com e sem osteoartrose; e) analisar e comparar as variáveis do estabilograma de difusão do COP em indivíduos com e sem osteoartrose; f) analisar as variáveis tradicionais do COP em indivíduos com e sem osteoartrose; g) relacionar as variáveis estabilométricas e tradicionais do COP com grau de comprometimento articular, nível de dor e incapacidade funcional; h) relacionar a variável torque concêntrica e excêntrica de flexores e extensores do joelho com as variáveis estabilométrica coeficiente de difusão e com as variáveis tradicionais do COP. Participaram desta pesquisa descritiva exploratória 42 indivíduos (32 portadores de osteoartrose de joelho e 10 indivíduos saudáveis). Todos os sujeitos foram informados sobre o objetivo do estudo e assinaram o termo de consentimento aprovado pelo Comitê de Ética da UDESC. Como procedimentos da coleta de dados foi realizada a anamnese com preenchimento da ficha cadastral e índice de Lequesne para mensurar incapacidade funcional, graduação de Kellgren-Lawrence para verificar o grau de comprometimento articular e escala analógica de dor, seguida pelas medidas antropométricas, apos estas medidas foram realizados a analise de equilíbrio, com auxilio Balance System, na freqüência de 100 Hz por um período de 25 segundos, apos um intervalo de descanso foi realizada analise de forca muscular excêntrica e concêntrica de flexores e extensores de joelho através do dinamômetro isocinético Kin Com na velocidade de 60o/ s. Na analise dos dados utilizou-se estatística descritiva e inferencial com p<0,05. Como resultados obteve-se forca concêntrica e excêntrica superior em indivíduos sem osteoartrose, entretanto, não se encontrou relação entre as variáveis de forca com a variável clínica dor, incapacidade funcional e grau de comprometimento muscular. A curva do estabilograma de difusão foi superior em indivíduos com osteoartrose, em relação as variáveis do estabilograma o coeficiente de difusão na região de curto intervalo de tempo foi significativamente superior em indivíduos com osteoartrose, o expoente de Hurst foi maior em indivíduos com osteoartrose no sentido médio-lateral. Não se encontrou relação entre as variáveis do estabilograma e as variáveis clinicas. As variáveis do deslocamento máximo e velocidade media no sentido antero-posterior foi significativamente maior nos indivíduos com osteoartrose, entretanto, não se encontrou relação entre estas variáveis e as variáveis clinicas. Da mesma forma, não se encontrou relação entre as variáveis do estabilograma e do COP tradicional com as variáveis de torque muscular. Como conclusão pode-se verificar que a osteoartrose ocasiona diminuição de torque muscular, entretanto, esta perda não se relaciona com as variáveis clínicas. A curva do estabilograma parece ser sensível para detectar alterações de equilíbrio. Em relação as variáveis do estabilograma, o coeficiente de difusão no curto intervalo de tempo parece indicar instabilidade no indivíduo com osteoartrose.