Banlieue, celeiro de craques: a bela e rebela seleção nacional francesa
Resumo
No texto a seguir, o autor reflete sobre a potência do futebol francês atual, apresentando os contextos e processos que explicam essa nova “fábrica de craques”.
Quando a antropóloga Simoni Lahud Guedes lançou o ensaio “Subúrbio: celeiro de craques”, em 1982, no clássico livro Universo do Futebol: esporte e sociedade brasileira, organizado por Roberto DaMatta, já se passavam cinco anos desde a defesa de sua dissertação de mestrado, que inaugurou uma nova fase na produção de conhecimento sobre o esporte no Brasil: O futebol brasileiro: instituição zero. Seu estudo pioneiro relacionava o futebol à formação da identidade nacional, com raízes profundas nas classes trabalhadoras e inflamada por narrativas de unificação do país em um momento marcado pela ditadura militar.