Resumo
O exercício físico é uma alternativa não farmacológica, eficiente e de baixo custo que contribui para o envelhecimento saudável e pode servir para melhorar a capacidade funcional do idoso. Todavia, barreiras como falta de tempo, despesas com transporte e distância do local para a prática de exercícios têm sido utilizadas para justificar o grande percentual de idosos ainda não suficientemente ativos. Com o surgimento da COVID-19, as dificuldades decorrentes do distanciamento social, fortemente recomendado durante a pandemia, somaramse as barreiras já existentes. Nesse cenário, programas de exercícios físicos domiciliares surgiram como alternativa para promoção da saúde, diante das barreiras associadas a prática de exercícios físicos entre idosos. Assim, este estudo objetivou analisar as percepções das barreiras e dos facilitadores relatadas por idosos e profissionais de Educação Física participantes de um programa de exercícios domiciliares sob a perspectiva de dois tipos de supervisão: 1- supervisão por videochamada e 2- supervisão mínima por mensagem de texto, durante o contexto da pandemia da COVID-19. Um estudo de caso de abordagem qualitativa foi conduzido, com idosos e profissionais que participaram anteriormente de um ensaio controlado aleatorizado realizado em todo território brasileiro. Participaram do ensaio controlado aleatorizado três profissionais e 38 idosos comunitários, dos quais 12 participaram deste estudo qualitativo.