Características cinéticas do Drop Jump vertical e horizontal em saltadores e sprinters de elite
Por Raynier Montoro Bombú (Autor), Amândio Santos (Autor), Luís Rama (Autor).
Em XIX Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
As variáveis espácio-temporais dos saltos horizontais unilaterais foram anteriormente relatadas com alguma incerteza, mas pouco foi relatado sobre o comportamento destes em saltos horizontais bilaterais quando isto constitui o prelúdio para a preparação pliométrica. O objetivo deste estudo foi comparar as variáveis espácio-temporais do Drop jump (DJ) em relação ao Drop jump horizontal (HDJ) em saltadores e sprinters de elite. Métodos: Dezasseis atletas masculinos de nível internacional realizaram 2 tentativas de DJ com queda ascendente (DJ30 DJ40 e DJ50) e após 2h realizaram 2 tentativas de HDJ (HDJV30, HDJV40, HDJV50). As variáveis analisadas foram tempo de contacto (GCT), tempo de voo (FT), tempo de fase excêntrica (EPT), tempo de fase concêntrica (CPT), a máxima força de reação (GCT) e tempo até a máxima GRF (T- GRF-2). Todos os saltos foram realizados numa plataforma de força Kistler. A estatística de Kruskal Wallis foi utilizada para testar as diferenças entre estas 5 variáveis. Resultados: GCT foi significativamente menor em DJ vs. HDJ (p= 0.001; d= 3.11; Z= 4.980), FT foi significativamente menor com grandes efeitos em DJ30 vs. HDJ (p= 0.001; d= 3.11; Z= 4.980), FT foi significativamente menor com grandes efeitos em DJ30 vs. HDJ HDJ30 (p= 0,001; d= 3,79; Z= 4,845) mas significativamente superior (p≤ 0,0001) em DJ40 vs. HDJ40 (d= 3,70, Z= 4,437) e no conjunto DJ50 vs. HDJ50 (d= 4,72, Z= 4,549). Conclusões: Conclui-se que o HDJ requer mais tempo para a produção de força, que o componente excêntrico leva mais tempo do que o componente concêntrico e não se recomenda a utilização do HDJ para outros fins que não a preparação pliométrica.