Resumo

É crescente a população idosa bem como o número de moradores em Instituições de Longa Permanência. Uma das atividades que proporciona benefícios para estas pessoas é a dança, mas pouco se sabe sobre sua prática nestas instituições. Assim, o objetivo deste estudo é verificar fatores que podem limitar ou incentivar pessoas a participarem ativamente de bailes, no âmbito de uma destas entidades. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e exploratória, na qual participaram um Grupo de Moradores da Instituição (GMI), com 30 pessoas e média de 72,6 (±9,6) anos de idade e um Grupo de Visitantes (GV), com 30 pessoas e média de 68,1 (±10,2) anos de idade, frequentadoras destes bailes durante, pelo menos, um ano. Foi observada a história de vida relacionada à dança através de entrevistas semiestruturadas. Os resultados mostraram que a maioria dos entrevistados começou a dançar na juventude, por influência da família, em bailes realizados nos sítios, sendo que desta época para os dias atuais ocorreram mudanças nestes eventos, que foram minimizadas na instituição. Foi encontrado menos empenho para participação nas atividades e maior debilidade nas características físicas no GMI, que também declarou fazer poucas amizades durante o evento, receber poucos elogios e permanecer a maior parte do tempo apenas observando outros dançarem. Mostrou-se necessário o oferecimento de atividades que possibilitem uma participação mais ativa destas pessoas, proporcionando subsídios para que possam desenvolver suas características pessoais, de modo a favorecer a prática desta atividade que, de retorno, poderá trazer benefícios à saúde.

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