Caracterização biomecânica do segmento de natação em triatlo
Por Pedro Figueiredo (Autor), Ana Gay (Autor), Aléxia Fernandes (Autor), Ricardo J. Fernandes (Autor).
Resumo
O segmento de natação numa competição de triatlo é de extrema importância embora ainda pouco estudado e, por consequência, valorizado. Nesse sentido, no presente estudo avali ámos as alterações biomecânicas inerentes à execução de diferentes variantes da técnica de crol em triatlo. Oito triatletas de 19.8 ± 1.9 anos de idade, envolvidos em seis (ou mais) sessões de treino semanais e com experiência competitiva, realizaram 6 x 25 m crol à máxima velocidade (5 min intervalo) em apneia, respirando para o lado direito e esquerdo (resp dir e resp esq), assim como crol de polo (polo) e com elevação da cabeça respirando para o lado direito e esquerdo (polo dir e polo esq). Uma câmara de vídeo aérea e outra subaquática permitiram recolher imagens de dois ciclos de nado no plano sagital a 50 Hz para posterior digitalização imagem a imagem de 18 pon - tos anatómicos (APA System). Os resultados mostram: (a) valores superiores de velocidade (1.60 ± 0.10 m/s) e variação intracíclica da velocidade (~0.15) para a técnica de crol padrão; (b) valores de coordenação similares (-15 a -10 de índice de coordenação); e (c) valores menores de eficiên - cia propulsiva (~0.3) e valores superiores de inclinação do tronco (~15 a 20º) nas variantes com a cabeça emersa (polo, polo dir e polo esq). Os dados obtidos permitem uma utilização mais crite - riosa das variantes da técnica convencional de crol no segmento de natação do triatlo, tendo em consideração a dualidade existente entre a utilização do mecanismo propulsivo mais eficiente, da respiração e da observação do trajeto e dos adversários.