Caracterização sociodemográfica e barreiras à prática de atividade física em participantes de projeto de extensão universitária
Por Letícia Detore Develey (Autor), Gabriel Peinado Costa (Autor), Arthur Polveiro da Silva (Autor), Camila de Moraes (Autor), Átila Alexandre Trapé (Autor).
Resumo
O engajamento na prática de atividade física (AF), bem como o acesso e as barreiras percebidas, podem estar associados a fatores sociodemográficos e comportamentais, sendo que a extensão universitária pode buscar atender às demandas da comunidade. Este estudo teve como objetivo caracterizar os participantes dos projetos de extensão de uma universidade do interior de São Paulo e investigar as barreiras para a prática de AF. Pessoas adultas e idosas participantes ativas dos projetos que promovem a AF responderam a um formulário online para obtenção dos dados sociodemográficos e instrumentos para avaliar a condição econômica e as barreiras à prática de AF. A maioria se declarou branca (76,0%), mulher (65,8%), adulto jovem (36,7%) ou meia idade (38,6%), com plano de saúde privado (72,1%), de classe econômica A-B (aproximadamente 80%) e com ensino médio ou superior completo (91,1%). A barreira mais comum foi jornada de trabalho extensa (60,8%), seguida por compromissos familiares (47,5%), sendo que esta última apresentou associação com gênero, tendo os homens apresentando esta barreira com maior frequência. Os resultados demonstram que a gratuidade não parece ser um fator que aumenta o acesso das pessoas de condição socioeconômica menos favorecida à AF.