Resumo

O engajamento na prática de atividade física (AF), bem como o acesso e as barreiras percebidas, podem estar associados a fatores sociodemográficos e comportamentais, sendo que a extensão universitária pode buscar atender às demandas da comunidade. Este estudo teve como objetivo caracterizar os participantes dos projetos de extensão de uma universidade do interior de São Paulo e investigar as barreiras para a prática de AF. Pessoas adultas e idosas participantes ativas dos projetos que promovem a AF responderam a um formulário online para obtenção dos dados sociodemográficos e instrumentos para avaliar a condição econômica e as barreiras à prática de AF. A maioria se declarou branca (76,0%), mulher (65,8%), adulto jovem (36,7%) ou meia idade (38,6%), com plano de saúde privado (72,1%), de classe econômica A-B (aproximadamente 80%) e com ensino médio ou superior completo (91,1%). A barreira mais comum foi jornada de trabalho extensa (60,8%), seguida por compromissos familiares (47,5%), sendo que esta última apresentou associação com gênero, tendo os homens apresentando esta barreira com maior frequência. Os resultados demonstram que a gratuidade não parece ser um fator que aumenta o acesso das pessoas de condição socioeconômica menos favorecida à AF.

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