Categorias de Base e sua relevância para o Futebol
Por Carla Isabel Paula da Rocha de Araujo (Autor), Mônica dos Anjos Costa Rezende (Autor), Allan Pacheco da Cruz (Autor), Charles Rodrigo Miranda Ainette (Autor), Delson Eduardo da Silva Mendes (Autor), Lucieli de Castro Elói (Autor).
Em XIX Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
O futebol é atualmente o esporte mais praticado em todo mundo e arrasta multidões por onde passa, sendo a prática esportiva incorporada ao cotidiano do brasileiro, que leva milhares de jovens a buscar a formação de jogador como sonho de vida, caminho repleto de percalços não expostos pela mídia, onde segundo dados de Damo (2007), apenas 3% dos jogadores alcançam o êxito e recebem acima de R$9.000 por mês, ficando em sua maioria (84%) com salários de até R$1.000. A construção do jogador perpassa pelas categorias de base, responsáveis por formar os atletas para o futebol profissional, mas que muitas vezes desperdiçam talentos por conta da má gestão. Perante essa realidade, o presente artigo visou analisar qual a importância das categorias de base para o futebol brasileiro, por meio de uma pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo e exploratório. Como resultados, foi constatado que ao longo da história o futebol passou de uma prática recreativa e elitista para uma organização profissional-mercadológica e um meio de ascensão social, na qual as categorias de base são importantes para os clubes por fornecerem jogadores para os times e por oportunizarem a obtenção de renda, onde nesse processo de formação nas categorias de base brasileiras, os jogadores encontram diferenças entre as categorias de base de grandes e pequenos clubes, como a presença ou não de dificuldades perante continuação dos estudos, estrutura (Centro de treinamento, refeitório, alojamento, materiais para treino, etc.), existência de equipe multiprofissional qualificada, treinamento especializado, assistência à saúde, à alimentação e ao transporte, ajuda de custo e convivência familiar, onde toda essa assistência só acontece nos clubes de grande porte. Esses resultados mostram a necessidade de mais pesquisas que retratem e apontem soluções para a realidade encontrada, assim como uma melhor estruturação dos clubes e de um olhar mais atento a formação física e social do atleta para que o mesmo possa alcançar êxito em sua vida, permanecendo ou não como jogador profissional de futebol.