Resumo

É certo que não podemos perder de vista o quanto a história do fenômeno do circo e da ginástica remonta, diretamente, a história do movimento humano (Silva, 2023). Tendo sua gênese no atendimento às necessidades humanas, imediatas e voltadas para sobrevivência, e que, com o avançar do tempo, que ela foi recebendo significados cada vez mais elaborados, sejam eles lúdicos, estéticos, competitivos e afins (Engel, 2006). É na antiguidade que surgem os primeiros intentos em conceituar esses significados do movimento. Enquanto o circo tem suas raízes na arte de rua, das praças, das festas e dos saltimbancos das feiras, a ginástica passa a ser a qualificação dada a uma categoria de movimentação, um culto à força e ao exercício do corpo nu (Soares, 2005). Adiante, de acordo com Arce (2014), na chamada Era das Revoluções, onde mudanças estruturais ocorreram no modo de produção, que a priori era agrícola e agora se tornará industrial, com a insurgência do capitalismo, surge a necessidade, através da recém tornada classe dominante, de implantar novos valores e códigos de civilidades que se alinhem às novas expectativas de trabalho na indústria. (SOARES, 2005). Desse esforço, surgiu o Movimento Ginástico Europeu, que propunha uma higienização e ressignificação desses movimentos corporais, dando a eles um caráter de adequação às demandas de trabalho fabril (Soares, 2005). Caracterizando assim o maior ponto de ruptura entre ginástica e circo (Silva, 2023).

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