Comparação das Práticas Esportivas entre os Sexos em Escolares da Rede Municipal de Fortaleza - CE
Por João Vítor Oliveira Lima Teixeira (Autor), Camila Camêlo Andrade (Autor), Vinícius Gadelha Da Silva (Autor), Gabriel Alves dos Santos (Autor), Clarissa de Fátima Lemos Ferreira (Autor), Anne Ribeiro Streb (Autor), Valter Cordeiro Barbosa Filho (Autor).
Em XXI Congresso de Ciências do Desporto e de Educação Física dos Países de Língua Portuguesa
Resumo
Diferenças na prática esportiva podem refletir um marcador de desigualdade social em jovens, influenciadas por como os grupos se engajam e têm oportunidades de participação nas diferentes modalidades. OBJETIVO: Verificar as diferenças entre os sexos na prática de modalidades esportivas em escolares da Rede Municipal de Tempo Integral de Fortaleza -CE. METODOLOGIA: Estudo transversal com amostragem probabilística dos estudantes do 6º e 7º ano das 33 escolas municipais de tempo integral de Fortaleza, Nordeste do Brasil. O autopreenchimento do Questionário de Atividade Física para Adolescentes (QAFA) permitiu identificar se praticaram ou não, na semana anterior ao estudo, as modalidades: futebol, futsal, handebol, basquete, voleibol, vôlei de praia, queimado e futebol de areia. O sexo foi autorrelatado (masculino e feminino). Aplicou-se o teste de Qui-quadrado, considerando p<0,05. Estudo aprovado em Comitê de Ética (6.844.517). RESULTADOS: Participaram 1.938 alunos (960 meninos e 978 meninas), com média de idade de 11,57 (±0,7) anos. Houve diferença estatisticamente significativa no voleibol e vôlei de praia, sendo a participação das meninas maior (58% x 42% e 64% x 36%, respectivamente). Já para o futebol, futsal, basquete e futebol de areia os meninos apresentaram maior participação (75% x 25%, 77,6% x 22,4%, 67% x 33% e 74% x 26%, respectivamente). Não foram observadas diferenças entre os sexos nas modalidades de handebol e queimada. CONCLUSÃO: Os resultados evidenciaram que a maior proporção de prática esportiva entre meninos e meninas dependia da modalidade. Esses achados sugerem a influência de fatores socioculturais que podem impactar nas oportunidades e preferências de práticas esportivas entre os escolares