Resumo

Conforme a idade vai avançando, ocorrem modificações fisiológicas que provocam maiores níveis de esforço em determinada carga de trabalho. Fato importante, pois a busca da intensidade ideal de treinamento pode auxiliar os profissionais a prescreverem programas mais agradáveis à percepção do indivíduo, consequentemente aumentando sua aderência. OBJETIVO: Comparar o desempenho da pressão arterial e da percepção subjetiva do esforço durante exercícios resistidos entre duas faixas etárias de mulheres. MÉTODOS: Foram selecionadas 14 mulheres (30-60 anos), aparentemente sadias e assintomáticas, praticantes de exercícios resistidos por no mínimo seis meses; divididas em: grupo 1 (30-40 anos; n = 7) e grupo 2 (41-60 anos; n = 7), as quais realizaram duas sessões de testes com intervalo de 48 horas entre si. Na primeira sessão foram administradas aferições da estatura, massa corporal, dobras cutâneas e teste de carga máxima (1- RM). Na segunda sessão foram submetidas à realização de três séries de 10 repetições a 75% de 1- RM nos exercícios rosca direta e extensora de pernas, com 60‖ de pausa entre as séries e um 1‘30‖ entre os exercícios, sendo mensurada a pressão arterial e percepção subjetiva do esforço (OMNIRES) após a realização de cada série. Na análise estatística o teste de Mann-Whitney foi utilizado para verificar diferenças entre os grupos; e foi assumido um p < 0,05. RESULTADOS: Na rosca direta ocorreram diferenças significativas na pressão arterial sistólica na terceira série entre o grupo 1 (100,42 ± 39,72 mmHg) e o grupo 2 (131,42 ± 13,45 mmHg) (p = 0,02). Na extensão de pernas ocorreram diferenças significativas na pressão arterial sistólica na primeira série entre o grupo 1 (118,57 ± 8,99 mmHg) e o grupo 2 (137,14 ± 19,76 mmHg) (p = 0,05), na segunda série entre o grupo 1 (118,57 ± 10,69 mmHg) e o grupo 2 (138,57 ± 17,72 mmHg) (p = 0,01), na terceira série entre o grupo 1 (117,14 ± 9,51 mmHg) e o grupo 2 (135,71 ± 15,11 mmHg) (p = 0,01). Na pressão arterial diastólica e percepção subjetiva do esforço não ocorreram diferenças significativas entre os grupos. CONCLUSÃO: Ocorreram diferenças significativas na pressão arterial sistólica entre os grupos na rosca direta e na extensora de pernas, com o grupo 2 (41-60 anos) alcançando os maiores resultados. Demonstrando que o aumento da idade parece ter influenciado nas diferenças entre os grupos na pressão arterial sistólica, no entanto, o mesmo não ocorreu nas outras variáveis analisadas.

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