Comparação Entre Diferentes Modelos de Bandas Elásticas de Joelhos: Uma Análise de Suas Características Mecânicas e Efeitos no Treinamento de Força

Por: A. M. Ferreira, P. H. Marchetti e W. A. Gomes.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

As bandas elásticas (BE) são comumente utilizadas no treinamento de força visando o aumento do desempenho em força. A literatura científica reporta um aumento de desempenho no agachamento isométrico na ordem de ~21 a 25%, e no agachamento dinâmico de ~19%. Em teoria, a melhora do desempenho ocorre devido às características mecânicas das BE. O mercado esportivo oferece dois modelos distintos de BE, sendo uma considerada "soft" e outra "hard", no entanto, pouco se sabe sobre suas características mecânicas e as diferenças no padrão de auxílio de ambas. Sendo assim, objetivo do presente estudo foi quantificar e comparar as propriedades mecânicas dos dois modelos de BE a partir de um teste de tração e mensuração de suas tramas. Inicialmente as BE (Hard e Soft) foram fotografadas através de um estereoscópio (Zeiss, modelo Discovery V8) com resolução de 1000μm, visando observar as diferenças no espaçamento das tramas. Então, as BE foram preparadas, seguindo as recomendações da ASTM D 683M, e submetidas ao teste de tração em uma máquina universal de ensaio (EMIC, modelo DL-10000) para mensurar as características mecânicas (curva de tensão-deformação) de cada tipo de BE e determinar a resistência à tração máxima, alongamento na ruptura e módulo de elasticidade (E). Para a aquisição dos dados do E foram utilizados os valores referentes a 3% do início da curva de tensão-deformação, para ambas as variáveis: resistência à tração máxima, e alongamento na ruptura. A normalidade e homogeneidade das variâncias foram verificadas utilizando o teste de Shapiro-Wilk e Levene. Os dados foram reportados através da mediana e amplitude do intervalo interquartil. Um teste de Wilcoxon Mann-Witney para amostras independentes foi utilizado para comparar as diferenças entre valores para cada variável analisada, utilizando uma significância de 5%. Os resultados mostram diferentes distâncias entre tramas da banda: hard (215±77μm) e soft (478,5±84,14μm) com um P=0,002. Para a curva tensão-deformação das amostras analisadas, foi verificado um comportamento padrão característico de materiais elastoméricos. Para o módulo de elasticidade (módulo de Young) a banda Hard apresentou maiores valores quando comparada a Soft (Hard: 0,47±0,03MPa e Soft: 0,27±0,04MPa, P=0,002). Para o ponto de alongamento na ruptura a banda soft apresentou maiores valores (Hard: 373,7±18mm e Soft: 629,7±49mm, P=0,002). No entanto, não foi verificada diferença significante para a tensão máxima de ruptura entre as bandas (Hard:177,2±14MPa e Soft:171,8±31MPa, P=0,027). Concluindo que os diferentes modelos de BE (Hard e Soft) apresentaram características mecânicas específicas Assim, recomenda-se que em condições competitivas, a BE "hard" parece ser mais adequada. 

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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