Conjuntura política e implicações para o Movimento Estudantil
Por João Genaro Finamor Neto (Autor), Vinicius de Moraes Brasil (Autor).
Resumo
O pensamento acima exposto, exposto por Marx em seu 18 Brumário de Luiz Bonaparte, resumia em grande parte a conjuntura política colocada a partir do momento em que a burguesia consolida-se como classe e ao mesmo tempo germinam as primeiras contradições da nova ordem social e as primeiras formas de manifestação da possibilidade da constituição do proletariado como classe. A análise do autor, na época, revelava a inexistência de determinadas condições necessárias para a abertura de um novo período revolucionário, que pela primeira vez na história seria uma revolução da maioria contra a minoria, ou, em termos mais precisos, dos trabalhadores contra seus exploradores. Na falta das referidas condições objetivas para tal, Marx alertava que a frase ia além do conteúdo, ou seja, que os anseios dos trabalhadores encontravam sua manifestação e possibilidade de concretização no futuro. Com os sucessivos acúmulos históricos, erros, ensinamentos e, junto a isso, o amadurecimento de condições objetivas a um estágio no qual o desenvolvimento das forças produtivas já entra em choque com as relações sociais, poderíamos dizer que agora o conteúdo que vai além da frase. Compreendemos, porém, e tendo o entendimento de que o desenvolvimento histórico não é linear, que voltamos a um período onde precisamos avaliar os resultados e táticas empreendidas pelos trabalhadores na luta contra o capital de forma a apontar para um projeto revolucionário, entendendo a impossibilidade de compactuarmos com programas de colaboração de classes, reformistas e até mesmo com uma revolução pacífica, arraigada nos princípios de um “socialismo democrático”.