Resumo

 

Esta pesquisa emerge da intersecção entre minha vivência como mãe de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e minha atuação como docente na Educação Infantil da rede pública. Diante dos desafios concretos da inclusão escolar, propus-me a refletir criticamente sobre práticas pedagógicas que articulem os fundamentos da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), os saberes da experiência e os estudos sobre as corporeidades. A metodologia combinou a narrativa autobiográfica, como abordagem reflexiva da experiência, com uma revisão integrativa da literatura científica publicada entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, Capes Periódicos, SciELO e LILACS. Os critérios de seleção priorizaram estudos em português, inglês e espanhol focados em práticas educativas envolvendo ABA, autismo, corporeidades e Educação Infantil. Os resultados evidenciaram a escassez de produções que integrem esses quatro eixos simultaneamente. Contudo, os achados indicam que práticas pedagógicas que valorizam a expressão corporal e reconhecem o corpo como mediador do engajamento contribuem significativamente para o fortalecimento das interações sociais e para um desenvolvimento infantil mais amplo. Conclui-se que a articulação entre conhecimento científico, experiências vividas e uma abordagem sensível às múltiplas formas de expressão corporal amplia as possibilidades de construção de uma educação verdadeiramente inclusiva.

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