Resumo

O artigo analisa como representações sociais e imagens de controle tentam moldar a percepção de jogadores brasileiros negros em clubes europeus de futebol, com ênfase nas dinâmicas de raça, gênero, nacionalidade e classe social. A pesquisa parte do entendimento de que o futebol, embora seja reconhecido como um espaço de inclusão social, ainda opera sob estruturas racistas profundamente enraizadas e que buscam deslegitimar a presença desses jogadores em clubes de países da Europa. Por isso, casos recentes de racismo, como os vivenciados por Vinicius Junior, evidenciam que a violência simbólica e material contra esses corpos ainda está presente e naturalizada por uma lógica de dominação que retoma estereótipos coloniais, atualizados e disseminados tanto nos estádios quanto nas redes sociais. Entretanto, a persistência desses atletas em se manterem em campo revela-se como uma forma potente de resistência e reexistência, que tensiona o silenciamento histórico imposto à negritude.

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