Corpos em movimento: a dança como reinvenção para pessoas com doença de parkinson
Por Gabriel Ferreira da Silva Carvalho (Autor), Adriana Martins Correia (Autor), Martha Lenora Queiroz Copolillo (Autor).
Resumo
A doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta o controle motor, resultando em tremores, rigidez muscular, lentidão dos movimentos e instabilidade postural (Bloem, Okun, Klein, 2021). No entanto, os impactos da DP vão além das limitações físicas, atingindo a percepção de si mesmo, a identidade corporal e a relação dos indivíduos com o meio social (Franzoni et al., 2018). O corpo com Parkinson passa a ser um corpo estigmatizado, visto não apenas pelas suas limitações funcionais, mas também como um corpo que desafia normas sociais sobre autonomia, produtividade e controle. Dentro desse contexto, a dança emerge como um espaço de resistência e ressignificação do corpo (Hackney; Mckee, 2014). Mais do que uma prática recreativa ou terapêutica, a dança se torna um dispositivo social e simbólico que permite a esses corpos desafiar estereótipos, reconstruir sua identidade e reafirmar sua presença no mundo (Karpodini et al., 2022). Estudos indicam que intervenções baseadas em dança favorecem não apenas aspectos motores e cognitivos, mas também promovem bem-estar emocional, interação social e pertencimento (Delabary et al., 2024).