Resumo

Introdução: O salto vertical é imprescindível no basquetebol devido a sua contribuição na impulsão para execução de arremessos e jogadas. A massa gorda pode limitar a impulsão, devido ao aumento do peso corporal que diminui a aceleração, expressa pela força dividida pela massa. Objetivo: Correlacionar o percentual de gordura corporal e o índice de massa corporal (IMC) com a altura máxima atingida durante o salto vertical de atletas femininos de basquetebol das categorias de base. Materiais e métodos: Foram avaliados 17 atletas femininos das categorias de base (SUB 14 a SUB 19) de um projeto social que oferece treinamento na modalidade basquetebol da cidade do Rio de Janeiro - RJ. Para as avaliações foram utilizados uma balança mecânica antropométrica Welmy, um estadiômetro de fita métrica fixado na parede, um adipõmetro Cescorf e uma plataforma de força AMTI. As avaliações ocorreram todas no mesmo dia, antes da sessão de treinamento das atletas e realizadas pelo mesmo avaliador. Primeiro aferia-se a estatura, o peso, as dobras cutâneas (tríceps, peitoral, subaxilar, subescapular, abdominal, supraillaca e coxa) e por fim o salto vertical. O cálculo de percentual de gordura foi obtivo através do protocolo de Jackson e Pollock (1978) e o cálculo do IMC através da divisão do peso pela altura ao quadrado. As atletas executaram 3 saltos verticais com contramovimento sem o auxílio dos braços e 3 saltos com o auxílio dos braços, a altura máxima do salto foi calculada a partir do tempo de vôo. Foi realizado o teste de Kolmogorov-Smirnov para verificar a normalidade dos dados e em seguida, como os dados apresentaram normalidade foi realizado o teste de correlação de Pearson com nível de significância de 0,05 através do software estatístico SPSS v.20. Resultados: Foram encontradas correlações negativas para o percentual de gordura e altura do salto sem o auxílio dos membros superiores, e para o percentual de gordura e a altura do salto com o auxílio dos membros superiores (TABELA 1). Entre o IMC e as alturas dos saltos verticais (com e sem o auxílio dos membros superiores) não houve correlação, mas entre o IMC e o percentual de gordura apresentou-se correlação positiva. Conclusões: Verificou-se que quanto menor o percentual de gordura, maior a altura do salto vertical realizado tanto com quanto sem o auxílio dos membros superiores, permitindo que os técnicos elaborem treinamentos mais adequados para essas atletas. 

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