Curricularização da extensão na educação física do ifsuldeminas
Por Lia Polegato Castelan (Autor), Mateus Camargo Pereira, (Autor).
Resumo
O Plano Nacional de Educação (2014-2024) sustenta uma visão popular e emancipatória da extensão universitária orientando sua ação para áreas de grande pertinência social (Brasil, 2014; Gadotti, 2017). A regulamentação feita pela Resolução CNE/CES nº 7/2018 incentiva a extensão no ensino superior e delimita um espaço curricular para a sua prática, o que exigiu a reformulação dos currículos e aumentou o debate acadêmico sobre o tema (Novaes; Putcha, 2023). Para Paulo Feire (apud Calderón, 2011), há três grandes grupos conceituais para dividir as práticas extensionistas: A extensão tradicional (ou assistencialista), a concepção processual e a concepção crítica (ambas não assistencialistas). Buscamos, em nossa experiência, avançar nas perspectivas não assistencialistas. A Extensão tem o papel de “construir a prática pedagógica; relacionar teoria com a prática; lidar com diversos públicos; ter segurança; articular o ensino, a pesquisa e a extensão; produzir, refletir e analisar criticamente o conhecimento” (Nozaki; Hunger; Ferreira, 2023, p.1). Este texto é um relato sobre as soluções encontradas por professores dos cursos de Educação Física (EF) - licenciatura e bacharelado - do IFSULDEMINAS - Campus Muzambinho, durante a implementação da curricularização da extensão, ao propor um modelo para relacionar a prática extensionista, a reflexão científica e o preparo para o mundo do trabalho.