Da Caravela a São Januário o antilusitanismo, o Vasco da Gama e a (re)construção da identidade portuguesa no Rio da Primeira República
Por João Pedro Lima de Souza (Autor), André Nunes de Azevedo (Autor).
Resumo
O presente artigo investiga o antilusitanismo no Rio de Janeiro da Primeira República e o papel do Club de Regatas Vasco da Gama na (re)construção da identidade portuguesa na cidade. Partindo da análise de algumas fontes documentais, como atas, periódicos, festas, rituais e arquitetura, o estudo busca compreender como o clube transformou estigmas sociais em capitais simbólicos, articulando portucalidade e brasilidade. Sustentado por referenciais teóricos de Pierre Bourdieu e Max Weber, examina-se o Vasco como espaço de reconversão simbólica e de resistência cultural, capaz de articular herança lusa e integração na sociedade carioca. Conclui-se que a agremiação funcionou como ponte identitária, demonstrando que a cultura nacional se constrói como um mosaico inclusivo.