Resumo

Para nós, estudantes e professores de Educação Física, um dos elementos da cultura corporal, o esporte, possui grande destaque, seja em nossa formação, seja até mesmo na divulgação e valorização de nossa profissão para a sociedade. Em tempos de Megaeventos esportivos, a Educação Física ganha um destaque ainda maior na sociedade, e isso só aumenta a nossa responsabilidade. Sendo assim, nos perguntamos, quais as implicações dos megaeventos para a formação e atuação do professor de Educação Física? E, conseguintemente, qual seria a nossa função diante desse cenário na luta por transformações na sociedade? O país assaltado por uma imensa onda de protestos, através de uma grande virada conjuntural a partir das “Jornadas de Junho de 2013”, período em que ocorria aqui a Copa das Confederações da FIFA, um dos grandes eventos esportivos mundiais que ocorrerão no Brasil, o primeiro de uma sequência que se estenderá até 2016 com os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Essa virada se reflete até os dias de hoje, com muitos protestos ainda acontecendo, principalmente nos grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Por um lado, vemos reflexos como o surgimento de um ativismo “alternativo” e espontaneísta, ainda sem muito diálogo com a esquerda “tradicional” (movimentos sociais, partidos, sindicatos e centrais sindicais), por exemplo, os Black Blocks, a Mídia Ninja/”Fora do Eixo” e etc. Em partes, a culpa desta falta de diálogo é da esquerda tradicional, que ainda não conseguiu se desvincular de práticas e vícios autoconstrutivos e superestruturais, que não acrescentam em nada para o avanço do movimento real, nem para o surgimento do efetivamente novo, capaz de colocar em outro patamar a luta de classes.

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