Da marginalização à paridade: a evolução da participação feminina nos jogos olímpicos (1900–2024)
Por Augusto César Alves dos Santos (Autor), Tamires Nunes dos Santos (Autor), Luana Tavares dos Santos (Autor), Arthur Emanuel Azevedo Silva (Autor), Vanessa Oliveira Machado (Autor), Camile Vitória Araújo de Souza (Autor), Marcos Lima Barbosa (Autor), Roberta Santos Kumakura (Autor).
Em Revista CPACQV - Centro de Pesquisas Avançadas em Qualidade de Vida v. 17, n 3, 2025.
Resumo
A participação feminina nos Jogos Olímpicos evoluiu de forma gradual ao longo de mais de um século, refletindo transformações sociais, políticas e culturais no esporte. Desde 1900, quando apenas 22 mulheres competiram, o movimento olímpico tem incorporado políticas voltadas à equidade de gênero. Objetivo: Descrever a evolução histórica da participação feminina nos Jogos Olímpicos entre 1900 e 2024, destacando marcos percentuais e políticas institucionais. Método: Estudo quantitativo descritivo baseado em dados oficiais do Comitê Olímpico Internacional (COI), complementados por relatórios da UNESCO e do Visual Capitalist. Os dados foram organizados em série temporal e analisados por percentuais de representatividade feminina em cada edição. Resultados e Discussão: A presença feminina aumentou de 2,2% em 1900 para 51,4% em Paris 2024, evidenciando a consolidação da paridade de gênero. O crescimento acelerou após 1996, impulsionado por políticas do COI e programas nacionais de incentivo à prática esportiva feminina. Conclusão: A paridade de gênero atingida em Paris 2024 representa um marco simbólico e prático na história olímpica, resultado de avanços institucionais e culturais. Contudo, a equidade plena requer manutenção das políticas inclusivas e ampliação da presença feminina em cargos de liderança esportiva.