Danças amazônicas como ginástica de condicionamento físico na promoção da saúde de idosos com doença de parkinson: relato de experiência
Por Joanna Leão Braz (Autor), Marilia Matos Monteiro Gonçalves Ferreira (Autor), Carlos Cristiano Espedito Guzzo Júnior (Autor).
Resumo
A Doença de Parkinson (DP) impõe desafios motores, cognitivos e psicossociais que comprometem funcionalidade e qualidade de vida, demandando intervenções seguras, prazerosas e sustentáveis (Bloem; Okun; Klein, 2021). No campo da Educação Física, a Ginástica de Condicionamento Físico (GCF) constitui possibilidade de intervenção sistematizada voltada ao desenvolvimento de capacidades físicas com controle de intensidade, volume e progressão (Azevedo, 2016). Este estudo objetiva relatar a organização metodológica e os efeitos percebidos de uma intervenção baseada em danças amazônicas estruturada como GCF para idosos com DP. Trata-se de relato de experiência do Estágio II – Grupos Especiais e Saúde (184h), realizado entre julho e dezembro de 2025 no Projeto Flui Parkinson (UEPA), integrando recorte de projeto de doutorado aprovado pelo CEP (CAAE: 75675023.9.0000.5327). A intervenção foi concebida no campo da GCF, entendida como prática planejada e orientada ao desenvolvimento de força, resistência cardiorrespiratória, equilíbrio e coordenação, com organização em sessão e monitoramento sistemático. As danças amazônicas constituíram o meio pedagógico de organização dos estímulos, operando como estratégia de treino aeróbio intermitente, treinamento de equilíbrio dinâmico e coordenação sob dupla tarefa, com progressão por complexidade (amplitude, velocidade, mudanças de direção) e adaptação individual, caracterizando intervenção estruturada e não meramente recreativa. As sessões semanais seguiram estrutura padronizada: acolhimento, mobilidade articular, ativação neuromuscular, tarefas rítmicas com deslocamentos, desafios de equilíbrio e volta à calma. A intensidade foi monitorada por percepção subjetiva de esforço e sinais de fadiga, priorizando domínio técnico antes do aumento de carga