Resumo

Segundo o Fórum Econômico Mundial serão necessários 131 anos para que a desigualdade de gênero seja eliminada. Efetivamente, as mulheres enfrentam diversos desafios, pois não é fácil conciliar maternidade, carreira, família e liderança. Especialmente no Brasil, onde a gestão ainda é escrita no masculino. A sociedade costuma ver os homens como líderes natos e as mulheres como seres subjugados, o que dificulta a ascensão destas a cargos de gestão, em especial no esporte. Sheryl Sandberg1, em seu livro "Faça Acontecer", ressalta que a participação feminina no mercado de trabalho, e em posições de liderança, ainda é recente. As mulheres enfrentam barreiras como a desigualdade salarial, conciliação entre trabalho e maternidade, e lidar com o patriarcado. As mulheres continuam sub-representadas em cargos de liderança, no Brasil, estas ocupam somente 25% dos cargos de diretoria, e 17% dos cargos de CEO, em 2023. No mundo esportivo não é muito diferente. Seja como atletas ou como gestoras, as mulheres são menos incentivadas a participarem em ambientes de tomada de decisões e de liderança, uma vez que são consideradas o “sexo frágil”. Tal se deve à concepção de que as mulheres tomam decisões mais baseadas na emoção do que na razão. Basta analisarmos os comitês olímpicos nacionais e internacionais, as confederações e federações esportivas para que possamos constatar que estas são ocupadas quase maioritariamente por homens, não chegando a 30% a participação feminina (Women on Board, 2016). A questão que se levanta é se as mulheres têm a mesma capacidade (ou até mais) para estarem nos lugares de de liderança ocupado por homens.  Dentro das instituições que gerem maior esporte nacional, o futebol, apenas encontramos uma mulher (eleita) para liderar uma federação estadual. No entanto, em 2022, a Federação Paraense de Futebol (FPF) teve uma mulher, formada em educação física (EF), como presidente interina. Para entendermos melhor a importância para o Pará de termos uma mulher a gerir a maior federação do estado, resolvemos conduzir uma pesquisa sobre esta professora, de forma a entendermos o seu percurso. Nesse sentido, este trabalho é composto por uma estrutura que visa a condução de um estudo de caso sobre a ascensão da Professora Graciete Mauês, bem como pretende determinar de que forma sua visibilidade poderá contribuir para a promoção e empoderamento feminino. Efetivamente, não basta SER-SE, se faz necessário capacitar as mulheres na área da Gestão Esportiva e promover o domínio em áreas que norteiam seu local de atuação, para além de se ter uma postura confiante sobre o ‘saber,’ ter uma boa bagagem cultural e um vasto conhecimento sobre determinado assunto. Isto sem se esquecer de ajudar outras a se promoverem.

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