Desafios educacionais no ensino de educação física na Suécia para a década de 2020

Por Karin Redelius (Autor), Håkan Larsson (Autor).

Parte de Produção de Conhecimento na Educação Física: Pesquisas e Parcerias . páginas 193 - 216

Resumo

Nas últimas três décadas o Estado democrático de bem-estar social da Suécia tem se transformado radicalmente na direção do neoliberalismo (Nilsson Lindström; Beach, 2015). Como em diversos países pelo mundo, essa virada neoliberal afetou profundamente os sistemas de educação (Connell, 2013). Na Suécia, por exemplo, diversas reformas escolares, descritas como as mais abrangentes em cem anos de educação pública, têm acompanhado essa nova era. O sistema inteiro passou de um dos mais centralizados do mundo ocidental para um dos menos convergentes (Daun, 2006). Antes disso, o governo ditava como o trabalho escolar deveria ser organizado e realizado; ademais, determinava-se o assunto a ser abordado por diversas disciplinas. Hoje, o governo determina que o assunto deve ser o resultado de uma estipulação de objetivos e/ou aprendizado que os alunos devem atingir, além das habilidades que eles devem desenvolver. O sistema, assim, se transformou, de uma operação que funciona por meio de regras, para um sistema orientado para resultados. Da mesma forma, as reformas educacionais também significaram mudanças no foco educacional – de o que as escolas deveriam ensinar para o que os alunos deveriam aprender. O trabalho dos professores, assim, de acordo com Carlgren e Marton (2000, p. 92, tradução nossa), mudou de “um foco no ensino para um foco no aprendizado, de pensar em métodos para pensar em objetivos e resultados, de se ocupar com o que o professor faz e o que o aluno capta”.

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