Descompasso entre normas globais e realidades locais em documentos sul-americanos de atividade física
Por Priscilla de Cesaro Antunes (Autor), María Rosa Corral-vázquez (Autor), Claudia Cortés-garcia (Autor), María Laura Pagola (Autor), Tatiana Castillo (Autor), Heitor Martins Pasquim (Autor).
Resumo
“Seamos activos: todas las personas; en todos los lugares; todos los días” é o atual slogan da Organização Mundial da Saúde (OMS), amplamente divulgado e incorporado nas políticas nacionais e locais ao redor do mundo, no contexto da difusão dos benefícios e da visão da atividade física enquanto fator protetivo e de redução do risco para doenças nãotransmissíveis. Entre as ações da OMS nesta agenda, localiza-se o incentivo à implementação de estratégias de promoção de atividade física em nível populacional, tais como a formulação de diretrizes nacionais. Países sul-americanos possuem diretrizes oficiais de atividade física? Qual é a concepção de saúde veiculada nestes documentos? Como a atividade física é definida e de que tratam as recomendações voltadas para as populações sul-americanas? O presente trabalho teve como objetivo analisar documentos oficiais de atividade física de países sul-americanos, com foco nas relações entre atividade física e saúde. Adotouse uma perspectiva decolonial, a qual pressupõe fazer a crítica às diferentes faces do colonialismo em direção a uma refundação do pensamento em saúde que toma como referência a soberania regional sanitária (BASILE, 2021) e a ciência intercultural (BREILH, 2021).