Diretrizes brasileiras de exercício físico na cirurgia bariátrica e metabólica

Por Alexandre Vieira Gadducci (Autor), Carlos Alberto Abujabra Merege-Filho (Autor), Cristina Aquino (Autor), Emilian Rejane Marcon (Autor), Paulo Roberto Cavalcanti Carvalho (Autor), Thaurus Vinícius de Oliveira Cavalcanti (Autor).

Parte de Diretrizes Brasileiras de Fisioterapia e Exercício Físico em Cirurgia Bariátrica e Metabólica . páginas 102

Resumo

A obesidade é uma doença crônica, progressiva e de difícil tratamento[1], onde um Índice de Massa Corporal acima de 30kg/m2 pode ser responsável pelo dobro de mortes do que a obesidade em qualquer grau[2]. Dados prospectivos estimam que até 2030, 29,6% da população mundial estará com obesidade e 9,3% com obesidade grau II e III[3], com custos à economia de mais de quatro bilhões de dólares[4]. No Brasil, 24,3% da população está com obesidade, tendo um aumento no número de pessoas com obesidade severa de 1,1% em 2006 para 1,9% em 2021[5]. O Sistema Único de Saúde estimou que, em 2019, gastou aproximadamente US$39 bilhões no tratamento da obesidade[5]. Por isso, mudanças no estilo de vida, como adoção de hábitos alimentares saudáveis e a prática contínua de exercícios físicos continuam sendo a primeira linha de tratamento[6].