Discriminação dinâmica: resultado do SJFT na evolução do desempenho de força e potência em atletas de elite de judô
Por Eduardo Penna (Autor), Vitor Silveira Coswig (Autor), Hugo Enrico Souza Machado (Autor), João Gabriel da Silveira Rodrigues (Autor), Bruno Teobaldo Campos (Autor).
Resumo
Objetivou-se verificar se o resultado do SJFT discrimina evolução de força e potência em atletas durante meia temporada. 22 judocas foram divididos em dois grupos (superior e inferior). Força e potência foram testadas por 1RM (agachamento, remada curvada e supino) e salto vertical (CMJ), pré e pós. O treinamento e respostas psicofisiológicas foram monitorados usando a PSE e Hooper Index. ANOVA Two-way, teste-t independente do % de mudança entre grupos e correlação entre as respostas psicofisiológicas e o % de mudança foram realizados. Não houve interações significativas grupo x tempo para todas as avaliações realizadas. Em relação ao % de mudança, 1RM da remada curvada e supino mostraram valores superiores para o grupo SJFT-inferior (superior = 4.3 ± 4.3%, inferior = 9.0 ± 5.6%; p = 0.05; superior = 4.3 ± 6.7%, inferior = 11.4 ± 12.0%; p = 0.03, respectivamente). Para o CMJ, o % de mudança do grupo SJFT-superior foi maior (superior = 19.5 ± 10.4%; inferior = 11.5 ± 12.4%; p = 0.02). CMJ x respostas psicofisiológicas mostrou uma correlação significativa (r = 0.47; p = 0.01). Assim, ganhos de força em testes de 1RM podem não diretamente refletir melhoria de desempenho específico do SJFT em meia temporada competitiva.