Distorção da imagem corporal e composição corporal de mulheres praticantes de exercícios em academia
Por Samanta Garcia de Souza (Autor), Thais Aguiar Rufino (Autor), Ademar Azevedo Soares Junior (Autor), Wilmont de Moura Martins (Autor).
Resumo
A prática regular de exercícios físicos tem sido amplamente associada à melhoria dos indicadores de saúde e da composição corporal, repercutindo positivamente na prevenção e no controle de doenças crônicas não transmissíveis. Entretanto, além de seus efeitos fisiológicos, a atividade física também pode influenciar a percepção da imagem corporal, especialmente entre mulheres inseridas em contextos nos quais o corpo assume centralidade simbólica (Gonçalves et al., 2012). A obesidade, por sua vez, apresenta etiologia multifatorial, envolvendo determinantes biológicos, ambientais, sociais e comportamentais, sendo a atividade física reconhecida como elemento estratégico tanto na prevenção quanto no manejo dessa condição, conforme diretrizes da Organização Mundial da Saúde (2000). Nesse cenário, tornase relevante compreender a relação entre composição corporal e percepção da imagem, particularmente entre mulheres praticantes de exercícios em academias, espaço frequentemente marcado por padrões estéticos específicos e por comparações corporais constantes (Ferreira, 2014). Assim, o presente estudo teve como objetivo analisar a associação entre distorção da imagem corporal e composição corporal em mulheres praticantes de musculação, natação e Pilates. Trata-se de uma pesquisa transversal, de caráter analítico e abordagem quantitativa, realizada com 50 mulheres, com idades entre 18 e 50 anos. A coleta de dados ocorreu no segundo semestre de 2025, em uma academia localizada na periferia de Goiânia (GO). Foram utilizados instrumentos amplamente empregados em investigações sobre percepção corporal e estilo de vida: o questionário Pentáculo do Bem-Estar, a escala de silhuetas para avaliação da imagem corporal e o cálculo do índice de massa corporal (IMC) (Tavares, 2003; Cash; Smolak, 2011). Os dados foram submetidos à análise estatística descritiva, permitindo a caracterização do perfil das participantes e das variáveis investigadas.