Resumo

Este artigo discute a necessidade de integrar a divulgação científica ao jornalismo esportivo brasileiro, com especial atenção às questões interseccionais de raça, gênero e classe social no futebol. Com base em uma reflexão crítica sobre o papel da mídia esportiva, argumenta-se que o jornalismo esportivo pode e deve atuar como mediador entre os saberes científicos e o público. O texto propõe um reposicionamento da prática jornalística esportiva como um espaço comprometido com a formação crítica, a justiça social e a valorização do conhecimento. A interseccionalidade é apresentada como uma lente analítica indispensável para compreender as desigualdades que atravessam o futebol, e a divulgação científica como uma ferramenta essencial para democratizar o acesso à informação e qualificar o debate público. Conclui-se que programas jornalísticos alinhados a esses princípios podem transformar a relação entre esporte, mídia e sociedade, tornando o futebol um campo mais inclusivo, reflexivo e democrático.

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