Do asfalto ao tablado: Parkour, Ginástica para Todos e a construção de práticas inclusivas e emancipatórias
Por Lucas Fraga Pereira (Autor).
Em Praxia - Revista on-line de Educação Física da UEG v. 8, 2026.
Resumo
Este estudo objetiva analisar as convergências entre Parkour e Ginástica Para Todos (GPT) na promoção de práticas inclusivas e emancipatórias fora da lógica esportiva tradicional. A metodologia consistiu em pesquisa bibliográfica e análise de documentos científicos e institucionais para identificar pontos de aproximação. Os resultados indicam que, apesar das origens distintas, ambas as práticas compartilham valores como prazer, pertencimento, criatividade, cooperação e inclusão, alinhando-se à perspectiva crítico-emancipatória da Educação Física (Kunz, 1994). A articulação entre Parkour e a lógica inclusiva da GPT reforça a essência formativa e a criticidade, mesmo diante das tensões geradas pela esportivização. Conclui-se que a união dessas práticas constitui um campo fértil para ações emancipatórias, capazes de promover liberdade de movimento e valores sociais, ressignificando o corpo como linguagem criadora e crítica, e rompendo com os modelos normativos da competição.