Resumo

A prática esportiva na infância e adolescência exerce forte influência na formação da identidade e na trajetória profissional de estudantes de Educação Física. Nesse contexto, a pedagogia do esporte busca integrar vivência prática e conhecimento teórico, promovendo uma formação crítica e reflexiva. Este trabalho apresenta um relato de experiência sobre a trajetória de um atleta que iniciou no handebol aos 12 anos e, posteriormente, teve contato com a disciplina de handebol no ensino superior, ressignificando sua compreensão sobre a modalidade.Trata-se de um estudo qualitativo, de natureza subjetiva e reflexiva, tendo como sujeito o próprio autor, estudante de Educação Física e atleta de handebol. O recorte temporal corresponde ao período cursado na disciplina de handebol na graduação. Os dados foram produzidos por meio de registros reflexivos em diário de campo, atividades avaliativas e debates em sala de aula. A análise foi realizada a partir de uma leitura crítica desses registros, dialogando com fundamentos da pedagogia do esporte, especialmente com contribuições de autores como Bracht, Scaglia e Paes.Antes da formação acadêmica, a vivência no handebol estava centrada na lógica da competição e do desempenho. Com a disciplina, houve uma ampliação desse olhar, compreendendo o jogo como ferramenta educativa.O contato com metodologias como o ensino através do jogo e o uso de situações-problema contribuiu para uma nova perspectiva, valorizando não apenas a técnica, mas também o processo de aprendizagem, a inclusão e o desenvolvimento integral dos alunos.Dessa forma, a experiência na graduação foi fundamental para transformar a visão de atleta em uma prática pedagógica mais consciente. O estudo evidencia a importância da articulação entre teoria e prática na formação docente, reforçando que o ensino do esporte deve ser crítico, inclusivo e significativo.