Educação física e equidade: Uma relação de compromisso inadiáve
Por Eugénio Ribeiro (Autor), Cláudio Farias (Autor), Joaquim Teixeira (Autor), Isabel Mesquita (Autor).
Resumo
A corrente de democratização do processo de ensino-aprendizagem, configura a equidade como um dos propósitos educativos de maior relevância na formação de um ser humano harmonioso. Especialmente na educação física, a reflexão sobre a equidade torna-se tão proveitosa quanto indispensável porquanto, a mesma, influi no volume de oportunidades disponíveis para o aluno participar nas atividades de aprendizagem e contactar com experiências de sucesso. Por seu turno, a expressão curricular e pedagógica da equidade, mormente na educação física, não existe isolada e alheia aos diferentes contextos que a circundam (e.g., a presença de equidade nas atividades da educação física é indissociável da visão política sobre a sua relevância educativa). Assim, manifestou-se relevante refletir sobre a equidade, considerando a sua génese e óticas de compreensão distintas, bem como a sua importância e abordagens adotadas para providenciar a sua manifestação na educação física. Para tal, empreendeu-se uma análise crítico-reflexiva sobre o conceito de equidade, assente no pressuposto de problematização e interpretação, com vista a uma compreensão de como a equidade pode ser colocada ao dispor dos preceitos da educação física hodierna. Como conceito, a equidade tem sido reformulada de modo a conseguir responder às particularidades (e.g., ideológicas) da área de conhecimento em questão. Na educação física, a recente renovação pedagógica (e.g., abordagens centradas no aluno), veio colocar a equidade na dianteira educativa, onde a criação de um ambiente pedagógico centrado no aluno e o recurso a modelos de ensino estrategicamente desenhados para promover uma democratização das oportunidades de aprendizagem, se manifestam como importantes ferramentas na promoção de uma educação física mais equitativa.