Educação profissional no Brasil: o papel estratégico dos Institutos Federais (parte 2)
Resumo
Uma análise das políticas de educação profissional no Brasil recente revela projetos em conflito, cada um representando diferentes concepções de Estado, trabalho e formação humana
A perspectiva gramsciana nos ajuda a entender que o “Estado educador” não age de forma neutra. Ele organiza e dissemina concepções de educação que mediam as relações entre os interesses do capital e as demandas das classes trabalhadoras. Nesse contexto, a educação profissional se torna um campo privilegiado para observar como essa mediação se estrutura. O Estado educador, portanto, é um instrumento de luta política. A classe dominante usa-o para manter a hegemonia, enquanto Gramsci propõe a disputa dessa função para construir uma nova hegemonia popular.