Resumo
O estudo analisou os efeitos de quatro modelos distintos de sequenciação de cargas de treinamento sobre o desenvolvimento das capacidades de força máxima, velocidade, potência muscular e sobre o grau de transferência desses ganhos para a velocidade de deslocamento.
A pesquisa comparou diferentes formas de organizar os estímulos de força e potência ao longo do tempo, avaliando como cada modelo influencia não apenas o aumento isolado das capacidades físicas, mas também sua aplicação funcional na melhora da velocidade, considerada uma variável-chave no desempenho esportivo.
Os resultados indicaram que nem todos os modelos de sequenciação produzem o mesmo nível de transferência para a velocidade, mesmo quando promovem ganhos significativos em força ou potência. Os modelos que respeitam uma progressão lógica das cargas, partindo do desenvolvimento da força para a conversão em potência e velocidade, apresentaram maior eficácia na transferência positiva para o desempenho velocístico.
Por outro lado, sequenciações inadequadas ou pouco integradas mostraram ganhos mais específicos e menos transferíveis, evidenciando que o aumento de força ou potência, por si só, não garante melhoria na velocidade.
O estudo conclui que a organização temporal das cargas de treinamento é determinante para otimizar a relação entre força, potência e velocidade, reforçando a importância de modelos de periodização que priorizem a transferência funcional das capacidades físicas para as ações esportivas específicas.