Efeito agudo na variabilidade da frequência cardíaca em pacientes toxicodependentes após uma sessão de pilates solo
Por Sabrina Fornazzari (Autor), Letícia Borges (Autor), Cleverson Motin (Autor).
Em Revista Brasileira de Ciência & Movimento v. 33, n 1, 2025.
Resumo
Transtornos por uso de álcool/drogas e outras condições de saúde mental estão intimamente interligados, e a prática de exercícios em geral tem se mostrado uma alternativa adjunta ao tratamento de toxicodependentes. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito agudo de uma sessão de pilates solo no sistema nervoso autônomo de pacientes com dependência química por meio da variabilidade da frequência cardíaca (VFC). Foram incluídos 11 pacientes com idade entre 20 e 50 anos, com dependência química em drogas lícitas ou ilícitas, submetidos a uma sessão de pilates solo com duração aproximada de 30 minutos, composta por 15 exercícios. Os sujeitos responderam três inventários e realizaram a avaliação antropométrica. A VFC foi coletada durante três momentos: antes, durante e após a sessão de pilates. Estatísticas descritivas foram utilizadas para descrever as características demográficas dos participantes e os testes paramétricos e não paramétricos foram usados para medidas repetidas. Dos pacientes avaliados, 36,36% relataram ser alcoolistas, 9,09% usuários de drogas e 45,45% referiram o uso de álcool e drogas. A média de tempo de abstinência foi de quatro dias, enquanto o tempo médio de uso de substâncias psicoativas (SPA’s) relatado foi de 21 anos. 18% da amostra era do gênero feminino. Como resultados, houve uma diferença significativa [F( 1,80, 18,08) = 5.23; p< 0,02]. Nos domínios tempo e frequência não foram identificadas diferenças estatísticas significativas. Conclui-se que uma sessão de pilates solo de intensidade leve foi capaz de alterar significativamente o intervalo R-R. Contudo, há necessidade de novos estudos para verificar o efeito crônico do treinamento de pilates com esse público.