Efeito Agudo de Uma Sessão de Alongamento Unilateral no Controle Postural Unipodal do Membro Ipsilateral e Contralateral em Sujeitos Não Treinados

Por: Braulio Nascimento Lima.

2013 21/11/2013

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.Resumo

Diversos estudos apontam os efeitos agudos deletérios do alongamento na performance de atividades de força e potência. Tais efeitos podem ser atribuídos a alterações em diversos sistemas biológicos, como o tecidual e neurofisiológico. O controle da postura em pé é uma tarefa fundamental, baseada em complexa integração dos sistemas neuromusculares, vestibulares, visuais, somatossensorial. Portanto, os efeitos do alongamento poderiam influenciar as respostas aferentes, eferentes e mecânicas do tecido biológico, podendo afetar o controle postural por modificações na estabilidade das articulações ou redução da propriocepção. Objetivo: investigar os efeitos agudos do alongamento passivo dos flexores plantares, unilateral, na atividade muscular do gastrocnêmio lateral (GL) e controle postural durante uma tarefa de manutenção da postura quieta unipodal. Casuística: Quatorze indivíduos saudáveis e não treinados, jovens realizaram a tarefa de manutenção da postura quieta unipodal sobre uma plataforma de força. Foram realizadas 3 tentativas de 30s antes e depois de um protocolo de alongamento passivo unilateral para os flexores plantares (6 séries de 45s/15s, 70-90% da sensação subjetiva de desconforto), após o protocolo apenas o membro alongado realizou mais duas tentativas 10’ e 20’ após o protocolo. A amplitude de movimento (ADM) foi avaliada antes e após o protocolo de alongamento por meio de um flexímetro. Foram analisadas as seguintes variáveis do centro de pressão (COP): área, velocidade (nas direções médio-lateral [m-l] e ântero-posterior [a-p]) e frequência (a-p e m-l). O sinal EMG foi integrado (IEMG) para descrever a atividade muscular do GL durante todo o tempo da tarefa. Resultados: O experimento identificou diferenças estatisticamente significantes apenas entre pré e imediatamente após-alongamento para o membro alongado na área elíptica do COP (P=0,015, TE=2,38, Δ%=23,5) e IEMG (P=0,036, TE=5,8, Δ%=25,9). Houve diferença entre membros apenas na condição imediatamente após-alongamento (P=0,043, TE=9,5, Δ%=39,8). Não houve diferenças entre as demais condições. Conclusão: O alongamento passivo unilateral afetou significativamente a tarefa de controle postural unipodal apenas na condição imediatamente após o protocolo e somente para o membro alongado. Os aumentos na área do COP e na IEMG do gastrocnêmio lateral parecem estar relacionados, visando à estabilização da articulação do tornozelo, além disto, tais modificações se apresentaram temporárias (dentro de 10') e podem ser explicadas por alterações mecânico-sensoriais.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=1148

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