Efeito Crônico da Suplementação de Beta-alanina no Desempenho Neuromuscular e Morfologia Muscular Após 8 Semanas em Sujeitos Treinados

Por: Júlio Benvenutti Bueno de Camargo.

87 páginas. 2018 27/02/2018

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Resumo

A acidose induzida pela alta taxa de hidrólise do ATP tem sido apontada como a principal causadora da fadiga em atividades de alta intensidade. Nesse sentido, a suplementação de beta-alanina tem se mostrado uma estratégia eficaz no controle desse quadro, através da promoção do aumento dos estoques intramusculares de carnosina. O objetivo do presente estudo foi verificar cronicamente os efeitos da suplementação de beta alanina no desempenho neuromuscular e morfologia muscular de homens treinados em força, após oito semanas. A amostra foi composta por 20 homens hígidos (idade: 27.4±5.3 anos; estatura: 1.78±0.1cm; massa corporal: 83.4±9.7kg; experiência com treinamento de força: 5.9±3.9 anos). Os sujeitos foram pareados de acordo com os níveis de força máxima basal e então distribuídos de maneira aleatória em um dos dois grupos experimentais: Grupo Beta-alanina (BA) (6,4g/dia de beta-alanina); ou Grupo Placebo (PLA) (6,4g/dia de maltodextrina). A intervenção teve duração de 8 semanas, nas quais os sujeitos realizaram quatro sessões semanais de treinamento de força. Foram realizadas pré e pós-intervenção as seguintes avaliações: teste de uma repetição máxima (1RM) e teste de 60% de 1RM (60%1RM) nos exercícios supino reto e meio-agachamento, análise da espessura muscular dos músculos flexores do cotovelo (EMFC), tríceps braquial (EMTB) e vasto lateral (EMVL) através da ultrassonografia. Foi analisado o comportamento da carga total levantada (CTL) e da carga interna de treinamento (CIT). Ambos os grupos apresentaram incrementos significantes nos testes de 1RM no supino reto (BA p=0,001; PLA p<0,001) e meio-agachamento (BA p=0,003; PLA p=0,002). Ambos os grupos apresentaram incrementos no teste de 60%1RM no supino reto (BA p=0,035; PLA p=0,007) e meio-agachamento (BA p=0,036; PLA p=0,008). Em relação a espessura muscular, o grupo BA apresentou incrementos significantes apenas na EMVL (p=0,03), enquanto o grupo PLA apresentou aumentos significantes na EMVL (p=0,01), EMTB (p=0,011), EMFC (p=0,003). Não foram observadas diferenças significantes entre grupos em nenhuma das variáveis de força, espessura e carga de treinamento. A suplementação de beta-alanina, por 8 semanas, mostrou não exercer efeitos no desempenho neuromuscular e na espessura muscular de homens treinados em força.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=1772

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