Efeito Crônico do Treinamento de Força Associado à Restrição de Fluxo Sanguíneo no Perfil de Lipodistrofia e na Qualidade de Vida em Sujeitos com Hiv/aids

Por: Janyeliton Alencar de Oliveira.

2020 30/01/2020

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.Resumo

Introdução: A síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma manifestação clínica avançada decorrente da infecção causada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Uma das principais reações adversas ao tratamento farmacológico é a síndrome da lipodistrofia (SL), que consiste na redistribuição da gordura subcutânea. A principal ferramenta não farmacológica é o exercício físico e como proposta alternativa para essa condição, surge a ideia de exercício associado à técnica de Restrição de Fluxo Sanguíneo (RFS), que permite efeitos semelhantes ao treinamento de força tradicional, porém com baixo estresse mecânico. Objetivo: Analisar os efeitos crônicos do treino de força com RFS no Perfil de Lipodistrofia e na qualidade de vida (QV) de pessoa vivendo com HIV/AIDS. Metodologia: Participaram do estudo, 18 sujeitos, entre 18 e 61 anos, vivendo com HIV/AIDS distribuídos em 3 grupos: 1) gTF+RFS: realizou 4 exercícios de força (flexão e extensão de cotovelos e joelhos), associado a 50% de RFS, a 30% de 1 RM; 2) gTF realizou os mesmos exercícios com 80% de 1 RM e; 3) gRFS submetido a 50% RFS, com 4 ciclos de 5 minutos de restrição e 5 minutos de reperfusão. A intervenção durou 12 semanas, com 36 sessões. Foram avaliadas à composição corporal, força muscular e a qualidade de vida, antes e após 6 e 12 semanas. Os dados foram analisados no software (SPSS, 20.0) por meio de Equações Estimadas Generalizadas (EEG) com função gamma log, post hoc de Bonferroni e considerando P≤0,05. Resultados: Houve aumento dos níveis de força em 6 semanas e se acentuou com 12 semanas de treinamento nos membros dominante e não dominante, em 4 movimentos analisados: flexão do cotovelo (W(4)=10,18; P=0,02), extensão do cotovelo (W(2)=9,23; P=0,01); flexão do joelho (W(4)=9,75 P=0,05); e extensão do joelho (W(2)=9,75; P<0,01. Quanto a composição corporal, segmentada, foi observado aumento da massa muscular do MID (W(2)=5,39; P<0,01) e MIE (W(2)=8,84; P<0,01) e diminuição da MGMSD (W(2)=8,84; P=0,01). A HAD apresentou declínio significativo (W(2)=4,49; P<0,01) e a qualidade de vida melhorou em 2 domínios: meio ambiente (W(2)=6,55; P<0,01) e autoavaliação (W(1)=28,58; P<0,01). Conclusão: Tanto o TF de baixa intensidade (30% 1RM), associado à RFS, quanto, apenas a RFS, reduziram os efeitos da SL e melhoraram a QV em PVHA.

Endereço: https://sigaa.ufpb.br/sigaa/public/programa/defesas.jsf?lc=pt_BR&id=2620

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