Resumo

Introdução: Jovens atletas nascidos nos primeiros meses do ano tendem a ter vantagem na seleção e promoção de talentos quando comparados a atletas de mesma idade nascidos nos últimos meses do ano.
Objetivo: O presente estudo teve como objetivo analisar essa tendência descrita na literatura como o efeito da idade relativa (EIR), em 7.705 atletas do sexo masculino federados (das categorias de base e adulto) na Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) no ano de 2015. Métodos: Para a elaboração do estudo, foram coletadas junto a Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), as datas de nascimento de 7.705 atletas federados (das categorias de base e adulto) no ano de 2015. As datas de nascimento foram agrupadas, sendo: entre Janeiro e Março para o 1º Quartil; entre Abril e Junho para o 2º Quartil; entre Julho e Setembro para o 3º Quartil e entre Outubro e Dezembro para o 4º Quartil. A análise dos dados foi realizada conforme a observação dos seguintes grupos: i) Confederação Brasileira de Rugby: masculino, total; ii) Confederação Brasileira de Rugby: masculino sub9, sub11, sub13, sub15, sub17, sub19 e adulto; iii) Quatro melhores equipes classificadas no Campeonato Brasileiro de Rugby Masculino/ Adulto. O teste Qui-Quadrado (x2) foi adotado para a comparação entre a distribuição esperada e a distribuição observada. De acordo com a análise realizada, para todos os grupos verificados, não foi observada diferença significativa para a distribuição de nascimentos entre os quartis do ano (p>0,05). Resutados: Os resultados encontrados indicaram que o EIR não esteve presente no agrupamento de atletas federados na Confederação Brasileira de Rugby, tanto no grupo total, como também nos demais estrados observados (separados por categorias competitivas e equipes melhores classificadas). Conclusão: O EIR não apresentou diferença significativa neste estudo, possivelmente devido à: menor valorização social, popularização e desenvolvimento do Rugby nacional; menor concorrência por vaga nas categorias de base; efeito do treinamento a longo prazo e da promoção de talentos, eliminando atletas nascidos nos primeiros trimestres do ano que não tiveram a evolução esperada; presença de trabalhos adequados de treinamento que diminuam a interferência negativa do EIR na evolução das futuras gerações de atletas.

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