Efeito da substituição isotemporal da atividade física em diferentes contextos sobre a obesidade em adultos brasileiros
Por Silvio Aparecido Fonseca (Autor), Sueyla Ferreira da Silva dos Santos (Autor), Aline de Jesus Santos (Autor), Emanuele dos Santos Silva (Autor), Wellington Roberto Gomes de Carvalho (Autor), Thiago Ferreira de Sousa (Autor).
Em Journal of Physical Education (Até 2016 Revista da Educação Física - UEM) v. 36, n 1, 2025.
Resumo
A atividade física (AF) contribui para a redução da obesidade. O objetivo deste estudo foi estimar o efeito da redistribuição do tempo entre os domínios da AF sobre a obesidade em adultos nas capitais brasileiras e no Distrito Federal. Este estudo utiliza dados do sistema VIGITEL, coletados em 2019. O desfecho foi a obesidade, mensurada pelo índice de massa corporal (IMC) ≥ 30 kg/m². O tempo dedicado aos domínios da AF (lazer, ocupacional, doméstica e deslocamento) foi analisado pelo método de substituição isotemporal de 75, 150 e 300 minutos/semana. Razões de Prevalência (RP) foram utilizadas como medida de associação. Participaram do estudo 52,1% mulheres. Entre os homens, a redistribuição dos minutos de AF de lazer para atividades ocupacionais e domésticas correspondeu a um aumento na prevalência de obesidade. Em mulheres, a transferência da atividade física durante o deslocamento para o tempo livre demonstrou efeito protetor (redução da prevalência de obesidade em 25,2% em relação a uma constante de 150 minutos/semana e 44% para uma constante de 300 minutos/semana). Conclui-se que, ao realocar o tempo de prática de atividades físicas realizadas no deslocamento, em casa e no trabalho para o tempo livre, em adultos brasileiros, houve associação com redução da prevalência de obesidade, especialmente em mulheres.