Efeito de Diferentes Intervalos de Recuperação Sobre o Desempenho Isocinético de Indivíduos com Doença de Parkinson

Por: Tácio Rodrigues da Silva Santos.

2019 28/02/2019

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Resumo

Introdução: O déficit de força muscular em indivíduos com doença de Parkinson resulta em prejuízo ao desempenho funcional. Entretanto, nestes casos, o treinamento resistido melhora a força muscular e o desempenho funcional. Para que estes benefícios ocorram, é necessário que haja uma adequada organização das variáveis agudas do treinamento resistido. A este respeito, a literatura científica se mostra especialmente limitada no que tange o intervalo de recuperação. Objetivo: Analisar o efeito de diferentes intervalos de recuperação sobre o desempenho isocinético de indivíduos com doença de Parkinson. Materiais e Métodos: O Grupo Parkinson (n=11; 69,73 ± 5,72 anos; 1,73 ± 0,05 m; 74,80 ± 13,10 kg; 24,98 ± 4,62 kg/m²) e o Grupo Controle (n= 11; 73,91 ± 5,86 anos; 1,70 ± 0,05 m; 75,97 ± 12,04 kg; 26,20 ± 3,00 kg/m²) foram submetidos a duas avaliações do desempenho isocinético compostas por três séries de 10 repetições a 60°/s, uma com um e outra com dois minutos de recuperação. O melhor desempenho dos grupos foi comparado com teste-t independente. O desempenho de cada grupo ao longo das séries com os diferentes intervalos de recuperação foi avaliado com análise de variância de dois fatores e três níveis. Adicionalmente, o tamanho do efeito foi calculado. Resultado: O Grupo Parkinson apresentou menor Pico de Torque Absoluto (p=0,04; tamanho do efeito=-1,07), Torque a 18 ms Absoluto (p=0,04; tamanho do efeito=-1,07), Trabalho Total Absoluto (p=0,01; tamanho do efeito:-1,24), Trabalho Total Relativo (p=0,02; tamanho do efeito=-1,37), Potência Média Absoluta (p=0,02; tamanho do efeito=-1,32), e Potência Média Relativa (p=0,02; tamanho do efeito=-1,45). Os grupos não diferiram em Pico de Torque Relativo, Torque a 18 ms Relativo, e Fadiga do Trabalho. Ao longo das séries, não houve diferença os entre os intervalos no Pico de Torque, Torque a 18 ms, Trabalho Total, Potência Média, e Fadiga do Trabalho. Conclusão: Apesar do menor desempenho isocinético de indivíduos com doença de Parkinson, um intervalo com um minuto de recuperação é suficiente para a manutenção de desempenho tanto para indivíduos com doença de Parkinson como para seus pares controle.

Endereço: http://repositorio.unb.br/handle/10482/35247

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