Resumo

O tecido adiposo marrom (BAT) é essencial para o gasto energético. Sua ativação aumenta durante o exercício físico, contribuindo para a melhora do metabolismo. A atividade física pode estimular sua função, promovendo a regulação do peso corporal e impulsionando a saúde metabólica. A presente tese teve por objetivo, estudar a resposta termogênica do tecido adiposo marrom e a utilização de macronutrientes em indivíduos fisicamente ativos do sexo masculino após ingestão de cafeína e uma sessão de treinamento aeróbico de intensidade moderada e treinamento intervalado de alta intensidade. Este foi um estudo quasi-experimental cruzado. Os participantes (n = 36) eram jogadores de futebol profissionais. Os participantes foram estratificados em grupos com alta atividade do tecido adiposo marrom (HBAT) (n = 16) ou baixa atividade do tecido adiposo marrom (LBAT) (n = 20) usando termografia infravermelha (TI). Cada grupo completou aleatoriamente uma sessão de treinamento aeróbico contínuo (EX) e um treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) em duas sessões separadas, com 7 dias de intervalo. Uma hora antes das medições, cada sujeito foi aleatoriamente designado para consumir uma cápsula de cafeína (375 mg) ou placebo. Resultados metabólicos (gasto energético: EE; oxidação do substrato) foram monitorados por ergoespirometria respiração a respiração durante o exercício e 30 min de recuperação. Quanto aos resultados, a regressão polinomial revelou gasto energético (GE) significativamente maior nos grupos HBAT vs. LBAT (+25%, p < 0,01), com um pico de EE no HIIT-HBAT (3,7 ± 0,2 vs. 2,9 ± 0,3 kcal min⁻¹ no EX-LBAT; p = 0,004). O GE diminuiu linearmente em todos os grupos (R² ajustado = 0,93). A oxidação de carboidratos (CHO) mostrou um declínio bifásico (platô até 40 min, depois queda; R² = 0,91), sem diferenças entre os grupos (p = 0,27). A oxidação lipídica (LIP) atingiu o pico mais tarde nos grupos HBAT (50 min: +15% vs. LBAT; p ≤ 0,0003), particularmente após HIIT (R² = 0,89). A oxidação proteica (PTN) permaneceu baixa e semelhante em todos os grupos (p > 0,06). Em conclusão, a atividade do BAT amplifica o GE induzido pelo exercício e aumenta a utilização do LIP ao final do exercício, com o HIIT produzindo os efeitos metabólicos mais intensos em indivíduos com HBAT. Esses achados destacam o papel do BAT na modulação do metabolismo do exercício. Além disso, um efeito sinérgico entre o BAT e a cafeína produziu maior GE em todos os grupos.

Acessar