Efeitos da Ginástica Laboral nas Variáveis Morfológicas, Funcionais, Estilo de Vida e Absenteísmo dos Trabalhadores da Indústria Farmacêutica de Montes Claros - Mg.

Por: Marcel Guimarães da Silveira.

Revista Eletrônica Nacional de Educação Física - RENEF - v.2 - n.2 - 2012

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.Resumo

O objetivo desta pesquisa foi comparar os efeitos da ginástica laboral (GL) nas variáveis (peso, estatura e porcentagem de gordura corporal), funcionais (força, resistência muscular localizada e flexibilidade), estilo de vida e absenteísmo entre trabalhadores praticantes e não praticantes do programa de ginástica laboral (PGL) de uma indústria farmacêutica de Montes Claros - MG. Participaram 100 pessoas, que foram divididas em dois grupos: 50 homens (idade= 33,12±9,36 anos, massa corporal= 80,03±13,97 kg, estatura= 172,87±6,83 cm, IMC= 27,60±4,31 kg/m2 e %gordura corporal= 21,43±4,99 %G) e 50 mulheres (idade= 28±6,57 anos, massa corporal=58,96±7,66 kg, estatura= 163,78±6,56 cm, IMC= 22,04±3,12 kg/m2 e %gordura corporal=27,48±3,67 %G). O grupo masculino foi subdivido em dois, o primeiro (GML: n=25) participava do PGL; o segundo (GMC: n=25) não participava. O grupo feminino foi subdividido da mesma forma, o que participava do PGL (GFL: n=25) e o que não participava (GFC: n=25). Foi realizado teste de normalidade Shapiro-Wilk para verificar a homogeneidade da amostra. Através da análise estatística constatou-se que: o GML obteve índices significativamente melhores (p<0,05) que GMC nas variáveis: %G, flexibilidade da coluna lombar, resistência abdominal e estilo de vida. O GML obteve resultados melhores também na força de membros superiores (direita e esquerda), força de membros inferiores, flexibilidade de ombro, punho e joelho, mas a diferença não foi significativa. O GFL obteve resultados significativamente melhores (p<0,05) que GFC nas variáveis: %G, flexibilidade de ombro e joelho. O GFL obteve resultados melhores também na força de membro superior esquerda, flexibilidade da coluna lombar, cotovelo e punho, na resistência abdominal e estilo de vida, porém essas diferenças não foram estatisticamente significativas. Os resultados deste trabalho apontam que a ginástica laboral é uma ferramenta importante na melhoria da saúde do trabalhador da indústria, contudo, devem ser adotados outros programas que estimulem um estilo de vida mais ativo, de acordo com as necessidades dos funcionários e realidade de cada empresa.

Endereço: https://www.periodicos.unimontes.br/index.php/renef/article/view/715

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