Efeitos da Led Terapia Aplicada Entre Sessões de Testes de Corrida Time Trial Sobre o Processo de Recuperação de Corredores

Por: C. S. Peserico, D. F. da Silva, F. A. Machado, F. A. Manoel e P. V. Mezzaroba.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Devido à necessidade de otimização do processo de recuperação pós-treino, a fototerapia utilizando diodos emissores de luz (LED) é utilizada para prevenção de lesões associadas ao exercício. Porém, a análise dos efeitos da LED terapia após exercícios aeróbios é rara na literatura. O objetivo do estudo foi verificar os efeitos da LED terapia aplicada entre sessões de corrida de 40min-time trial sobre o processo de recuperação dos sujeitos a partir da dosagem de indicadores do processo de recuperação. Onze homens saudáveis (26,7 ± 4,8 anos) realizaram oito visitas ao laboratório, de forma randomizada, e foram submetidos à aplicação da LED terapia (frequência 0-1500Hz, potência óptica 300 mW, densidade de energia 0,15 mW/cm2 a cada 10s, Bios Therapy II, Bios Equipamentos Médicos®) versus placebo (PLA). Os testes de corrida com velocidade autosselecionada foram realizados no mesmo dia, sendo a 1ª. sessão realizada no período da manhã e a 2ª. sessão no período da tarde com seis horas de intervalo entre elas. As concentrações de creatina quinase (CK-NAC, Analiza®) foram dosadas a partir de coletas de sangue venoso antes de cada teste. Também foi dosado lactato sanguíneo (YSI 3200, Yellow Springs®) a partir de coleta no lóbulo da orelha. A escala analógica Delayed Onset Muscle Soreness Scale (DOMS) foi aplicada antes da 2º. sessão para análise perceptual de dor. Vinte e quatro e 48h após a 2ª. sessão os participantes retornaram ao laboratório para coletas de sangue (CK e lactato) e DOMS. Os mesmos procedimentos experimentais foram repetidos com intervalo de uma semana após o primeiro teste, porém invertendo-se a condição. Durante os testes foram registradas a distância percorrida e velocidade média (VM), frequência cardíaca (FC) e percepção subjetiva de esforço (PSE) a cada cinco minutos. As variáveis foram comparadas pela Anova dois fatores de medidas repetidas seguido do post hoc LSD para comparações múltiplas. Foi calculado o tamanho de efeito (TE) para estimar a magnitude de diferença, adotouse nível de significância de P < 0,05. Houve efeito principal do momento sobre o DOMS (P = 0,038) e lactato (P < 0,001). Nenhum efeito principal da LED terapia sobre o DOMS (P = 0.455), lactato (P = 0.532) e CK (P = 0,594) foi observado. Foi verificado TE moderado da LED terapia nas concentrações de lactato 24 horas pós (TE = -0,62; PLA = 1,6 ± 1,0 mmol"L- 1 e LED = 1,2 ± 0,3 mmol"L-1), e no DOMS antes da 2ª. sessão (TE = -0,78; PLA = 2,0 ± 1,4 e LED = 1,1 ± 0,9). Não foi verificado efeito principal da LED terapia na VM (P = 0,857; PLA= 9,8 ± 1,2 km"h-1 e LED = 9,6 ± 1,4 km"h-1). Concluímos que não houve efeito da LED terapia na performance. Apesar de não haver diferenças significantes para CK, lactato e DOMS, a LED terapia apresentou TE moderado sobre lactato no 24 horas pós exercício e DOMS antes da 2ª. sessão, sugerindo efeito dessa condição no processo de recuperação de corredores de endurance.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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