Resumo
O treinamento intervalado provou ser uma terapia altamente eficaz para melhorar a saúde. Dentro desta modalidade, o sprint interval training (SIT) tem se firmado como uma estratégia de grande time-efetividade para gerar adaptações fisiológicas em curtos períodos. No entanto, o modelo SIT clássico (4-6 × 30 s) tem sido questionado por ser considerado muito estressante e inadequado para populações sedentárias. Dessa forma, foi sugerido que intervalos mais curtos poderiam melhorar a tolerabilidade sem alterações na adaptação biológica. Nosso primeiro estudo se propôs a comparar nitidamente as respostas mecânicas, fisiológicas e perceptivas de dois protocolos SIT aplicando um volume curto e usando sprints máximos (muito curto vs. longo). Onze sujeitos adultos do sexo masculino treinados realizaram, por meio de um delineamento crossover randomizado, duas sessões pareadas em tempo total: SIT5s (16 × 5 s com 24 s de recuperação) e SIT20s (4 × 20 s com 120 s de recuperação). O equilíbrio autonômico da freqüência cardíaca (FC) e o salto com contramovimento (CMJ) foram avaliados pré e pós-sessões. Durante o treinamento, o SIT5s apresentou maior FC, consumo de oxigênio (VO2) e trabalho total (TT) (P <0,05). Em contraste, SIT20s mostrou lactato sanguíneo (La) e taxa de fadiga (TF) mais elevados (P <0,05). Não houve diferenças na percepção do exercício entre os treinos (P> 0,05). Uma recuperação mais rápida da FC (RFC) e um CMJ mais alto foi observada após SIT5s (P <0,05). Em conclusão, os SIT5s mostraram-se mais eficientes, exibindo maior resposta mecânica associada a considerável atividade cardiorrespiratória.