Resumo

Introdução: Policiais rodoviários federais (PRF) realizam atividades profissionais usando equipamentos de proteção pessoal (EPP), o que gera sobrecarga adicional aos esforços. Caracterizar as respostas fisiológicas, perceptual e de desempenho ocupacional acarretadas pelo uso de EPP por policiais durante tarefas simuladas pode ser útil para subsidiar a orientação, prescrição e adaptação de exercícios físicos para policiais, bem como aprimorar o desempenho laboral. Objetivo: Comparar respostas fisiológicas, perceptual e de desempenho em teste de capacidade física ocupacional (TCFO) com e sem o uso de EPP policial. Materiais e Métodos: Em duas sessões separadas, sem EPP (SEPP, sobrecarga = 5,2 kg) e com EPP (CEPP, sobrecarga = 12 kg), 13 PRF do sexo masculino completaram, em ordem aleatória contrabalanceada, o TCFO com sete tarefas ocupacionais. Foram mensuradas frequência cardíaca máxima (FCmax), concentração de lactato ([Lac]), percepção subjetiva de esforço (PSE) e desempenho (tempo total e de cada tarefa). Comparações entre condições ocorreram com o teste t de Student ou teste de Wilcoxon, segundo distribuição dos dados. Resultados: Na condição CEPP foi observada diminuição no desempenho (tabela 1), com aumento no tempo de conclusão do circuito ocupacional (6,4%) comparado à sessão SEPP (125,9 ± 13,8 vs. 118,3 ± 11 s; p<0,01). A [Lac] após o TCFO foi maior na condição SEPP (11,7 ± 2,7 vs. 9,6 ± 1,5 mmol/L; p<0,05). A FCmax (SEPP = 180,5 ± 8,9 bpm vs. CEPP = 178,3 ± 6,6 bpm; p=0,44) e a PSE (SEPP=8,6 ± 0,8 vs CEPP=8,7 ± 1,0; p = 0,77) não diferiram entre condições. Conclusões: O uso de EPP por PRF reduziu o desempenho em circuito ocupacional específico, com exceção do tempo nas tarefas de progressão, resgate e empurrar carro.
 

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