Resumo
Os filtros HME são dispositivos que combinam propriedades de umidificação com propriedades de retenção bacterianas através de membranas que, desta forma, protegem pacientes mecanicamente ventilados. Objetivou-se analisar, em um modelo experimental, os efeitos de diferentes marcas de filtros HME, em diferentes tempos de uso, sobre a mecânica respiratória de pacientes com suporte ventilatório artificial. Esta pesquisa caracterizou-se como sendo de natureza experimental. A amostra foi composta de 30 filtros HMEs de três diferentes marcas que foram utilizados ao longo de 48 horas por pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva - UTI do Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Catarina HU/UFSC. Os instrumentos para a coleta de dados foram: filtros HMEs, analisador de fluxo e pressão, ventilador mecânico e simulador de pulmão. As variáveis estudadas consistiram na complacência e na resistência ao fluxo de ar e estas foram analisadas nos momentos 0, 24 e 48 horas para cada marca de filtro HME. Como resultado obteve-se que tanto para a complacência quanto para a resistência ao fluxo de ar não houve diferença estatisticamente significativa entre as marcas no tempo de uso 24 horas (p= 0,489) e 48 horas (p=0,374), sendo que apenas no momento 0 hora de utilização houve uma diferença estatisticamente significativa (p=0,027) entre as marcas estudadas. Os resultados também demonstraram que dentro da mesma marca não observou-se diferença estatisticamente significativa na complacência e na resistência ao fluxo de ar com o tempo de uso. Concluiu-se a utilização dos filtros HMEs não interferem na complacência e na resistência ao fluxo de ar de pacientes mecanicamente ventilados.