Resumo

Paralisia Cerebral (PC) é uma desordem de tônus, movimento e postura devido à lesão ao cérebro imaturo. É comum a realização de tratamentos, como equoterapia, para minimizar esses acometimentos. Objetivos: Verificar se a equoterapia promove alterações no equilíbrio postural, no desempenho funcional e na distribuição de pressão plantar durante a marcha após12 e 24 sessões. Métodos: Pesquisa pré-experimental com 14 sujeitos com PC de 5 a 10 anos de idade classificados pelo GMFCS. Para a coleta de dados foram utilizados a plataforma de DPP emed/Novel, plataforma de força AMTI, Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) e PEDI. Os testes foram realizados antes das intervenções e após 12 e 24 sessões, exceto para EEB e PEDI que foram aplicados antes e após 24 sessões. O atendimento seguiu protocolo e ocorreu duas vezes por semana com duração de 30 minutos. A DPP foi analisada por meio de estudos de casos. Para as demais variáveis foi realizado teste ANOVA ou Friedman, post hoc Bonferroni, teste t ou Wilcoxon, de acordo com o teste de normalidade dos dados. Resultados: Após a prática de equoterapia verificou-se melhorias no tempo de contato e área de contato para a DPP. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para os escores da EEB e PEDI e para todas as variáveis do COP, exceto COPap para a posição sentada e na postura ereta quieta apenas para COPml. Conclusão: A equoterapia parece proporcionar benefícios aos sujeitos com PC nos aspectos analisados, sendo que 24 sessões apresentam melhores efeitos que 12 sessões no equilíbrio postural e DPP. 

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