Resumo

Objetivo:
Verificar se o treinamento pliométrico traz benefícios para facilitar a reabilitação de lesões em atletas.

Método/Resultado:
Para tal foi feita uma revisão literária de artigos publicados nas bases de dados SCIELO, LILACS, Google Acadêmico. Os estudos relatam que o treinamento pliométrico, melhora a reatividade muscular através da facilitação do reflexo miotático e da dessenssibilização dos OTGs e melhora a coordenação intra e extra articular. Verificou-se também que o indivíduo ao realizar atividades com ciclo alongar-encurtar, melhora a sincronização da atividade muscular e da atividade miotática, levando a um aumento da eficiência neural, corrigindo déficits proprioceptivos e melhorando o desempenho neuromuscular. Em um estudo com base eletromiográfica e plataforma de força, Chimera, Swanik e Straub (2004), descobriram que o treinamento com saltos pliométricos melhorou a ativação da musculatura do quadril, a qual é importante para a estabilização do joelho e conseqüentemente para prevenção de lesões. Os exercícios pliométricos podem ser classificados de acordo com a carga aplicada, sendo Carga Medial Lateral (CML), Carga Rotacional (CR) e Carga de Absorção de Choque/ Desaceleração (CAC/D).

Conclusão:
Tendo em vista os poucos estudos que abordam esse tema. Pode-se percebe-se que o treinamento pliométrico deve fazer parte de um programa de reabilitação de lesões, pois alem dele trazer aumento da força explosiva, ele melhora a sincronização da atividade muscular e da atividade miotática, aumentando a eficiência neural, corrigindo déficits proprioceptivos e aprimorando o controle neuromuscular.