Resumo

Este texto² tem por objetivo lançar algumas pequenas reflexões e abrir alguns pontos de discussão sobre o tema da criminalização dos Movimentos Sociais (MS), tema recorrente de debates em períodos de maior ascensão de lutas, como as manifestações de junho-julho, mas que como fenômeno nunca cessa, sobretudo na periferia e movimentos populares. Inicialmente lançamos algumas questões sobre a constituição dos Movimentos Sociais no Brasil, como expressão de lutas reivindicatórias e espontâneas, e seu papel na luta de classes. Em seguida colocamos em debate a perspectiva teórica da constituição do bloco hegemônico de poder, que nos permite compreender as relações entre estrutura econômica e superestrutura políticoideológico, aprofundando na relação entre mídia, Estado e Movimentos Sociais. Por fim, situamos como a criminalização se expressa no âmbito do Movimento Estudantil (ME) e mais especificamente no Movimento Estudantil de Educação Física (MEEF) Importante ponderar, que as recentes grandes mobilizações são tomadas aqui como exemplo histórico e não como objeto de debate em questão, guardando assim ao texto algumas considerações gerais do tema da criminalização.

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